17 de março de 2011

Lemúria



No início, este planeta foi criado com sete grandes continentes. Quase desde o princípio, muitas colônias de civilizações extraterrestres vieram viver aqui. Alguns permaneceram por períodos curtos, enquanto outros ficaram durante mais tempo.

Os pormenores referentes a esta era passada da História da Terra estão registrados na biblioteca Porthologos, na Terra Interna [existe uma rede de cidades subterrâneas habitadas no interior de nosso planeta], e também na nossa bibioteca Lemuriana de Telos. Muito poucos dos verdadeiros fatos da longa História deste planeta permanecem na "superfície" nos dias de hoje.

A cerca de 4 500 000 anos a.C. , o Arcanjo Miguel, com a sua equipe de anjos da Chama Azul e muitos seres do Reino de Luz, com a bênção do Pai-Mãe-Deus, escoltaram para este planeta as primeiras Almas que se tornariam a semente da raça lemuriana.

As Almas novas encarnadas neste planeta vieram originalmente da Terra de MU, no Universo de Dahl. Nessa altura, a Terra expressava em todo o lado uma perfeição, uma abundância e uma beleza difíceis de imaginar hoje em dia. Finalmente, outras raças de Sírius, Alfa Centauro e Plêiades, e mais alguns planetas, vieram e juntaram-se a estas Almas “semente” para também elas evoluírem.

No início, estas Almas maravilhosas, que vieram de MU para a "grande aventura", tiveram de ajustar-se e aclimatar-se a muitas experiências novas. Mais tarde, quando ganharam confiança, vieram a colonizar todo o continente lemuriano, que era vasto e se estendia adentro pelo que vocês conhecem hoje como o Oceano Pacífico e além dele.

Antes da Queda, os Lemurianos não estavam completamente em expressão física tal como vocês o entendem atualmente. Neste tempo, a Terra existia numa expressão de quinta dimensão e eles viviam principalmente nos seus corpos vibracionais de Luz de quinta dimensão, com a capacidade de diminuírem a sua vibração para experimentarem, nos seus corpos, níveis vibracionais mais densos, voltando para os corpos de Luz quando quisessem.

Obviamente que estes fatos registraram-se há muito tempo atrás, antes da chamada "Queda", que trouxe a diminuição gradual da vibração da consciência desta maravilhosa raça e também de todos os outros seres vivos deste planeta. O nosso povo, como muitas outras civilizações, caiu definitivamente para o nível da quarta dimensão e, mais tarde, por completo para o da terceira dimensão. Esta queda da consciência aconteceu num período de alguns milhares de anos.

Lemúria, a Mãe-Pátria, tornou-se o berço de uma civilização iluminada neste planeta.

Nesse tempo,a Terra existia numa expressão de 5.ª dimensão e eles viviam principalmente nos seus corpos vibracionais de Luz de 5.ª dimensão, com a capacidade de diminuírem a sua vibração para experimentarem, nos seus corpos, níveis vibracionais mais densos, voltando para os corpos de Luz quando quisessem.

A Era Lemuriana estendeu-se de aproximadamente 4 500 000 a.C. até cerca 12 000 anos atrás.

O território pertencente ao gigantesco continente da Lemúria incluía as terras atualmente sob o Oceano Pacífico, bem como o Havaí, as Ilhas de Páscoa, Fidji, a Austrália e a Nova Zelândia. O continente incluía também terras no Oceano Índico e Madagascar. A costa este da Lemúria prolongava-se até à Califórnia e parte da Colúmbia Britânica no Canadá.

Há 25 000 anos atrás, a Atlântida e a Lemúria, duas das mais desenvolvidas civilizações daquele tempo, batiam-se uma contra a outra por causa das “ideologias”.

Tinham duas idéias diferentes acerca de qual seria a direção indicada para a continuidade de outras civilizações neste planeta. Os Lemurianos acreditavam que as outras civilizações menos evoluídas deveriam ser deixadas sozinhas para continuar a sua própria evolução, ao seu próprio ritmo, de acordo com os seus próprios entendimentos e caminhos.

Por sua vez, os Atlantes pensavam que as culturas menos evoluídas deveriam ser controladas pelas duas civilizações mais evoluídas.

Essa discórdia causou uma série de guerras termonucleares entre a Atlântida e a Lemúria. Quando as guerras acabaram e a poeira assentou não sobravam vencedores.

O nosso povo, como muitas outras civilizações, caiu definitivamente para o nível da 4.ª dimensão e, mais tarde, por completo para o da 3.ª dimensão.

A Atlântida e a Lemúria tornaram-se vítimas da sua própria agressão e as terras-mãe de cada continente enfureceram-se por aquelas guerras.

As pessoas foram então informadas, através dos sacerdotes de que, em menos de 15 000 anos, os seus continentes seriam destruídos.

Assim, com o objetivo de obterem permissão para construir uma cidade e tornar-se parte da rede subterrânea de Agartha, os Lemurianos tiveram de provar a muitos organismos, como a Confederação Galáctica dos Planetas, que haviam aprendido a sua lição a partir dos anos de guerra e agressão.

Com a permissão concedida, os Lemurianos construíram a sua cidade, denominada Telos,com o propósito de albergar aproximadamente 200 000 pessoas. De fato, quando o continente foi destruído, o que aconteceu um pouco antes do previsto, muitas pessoas não conseguiram chegar à cidade de Telos a tempo e, quando o cataclismo ocorreu, apenas 25 000 pessoas chegaram ao interior da montanha e foram salvas.

É sabido que a amada mãe-pátria desapareceu numa noite. Disse o Mestre Himalaya, através de Geraldine Innocenti (a Chama Gêmea de El Morya), a maioria dos sacerdotes permaneceram fiéis à Luz e ao seu sagrado chamado; como capitães de um navio a afundar, permaneceram nos seus postos. Destemidos até ao fim, cantavam e oravam enquanto se afundavam sob as vagas.

Ainda antes de a Lemúria submergir, alguns destes sacerdotes e sacerdotisas regressaram a casa nesse continente e ofereceram-se como voluntários para desaparecerem com a terra e o seu povo, prestando apoio com a sua irradiação, espalhando conforto e coragem.

Na verdade, essa ajuda foi oferecida para contrapor o medo que acompanha sempre as atividades cataclísmicas. Estes afetuosos benfeitores, pela irradiação do seu sacrifício, rodearam, literalmente, as auras das pessoas num manto de paz, permitindo assim a criação de um veículo de libertação do medo, de modo a que os corpos etéreos daqueles fluxos de vida não fossem tão severamente marcados.

Muitos membros da classe sacerdotal colocaram-se em pequenos grupos estratégicos, em vários locais, e rezaram e cantaram à medida que afundavam sob as águas. A melodia que cantavam era a mesma que atualmente é conhecida como Auld Lang Syne.

Através da ação e sacrifício destes sacerdotes, escolhendo ficar juntos em grupos e cantando até ao final, muito medo foi mitigado, mantendo-se um certo nível de harmonia e, deste modo, o dano e o trauma para as Almas que pereceram foram enormemente diminuídos.

A idéia de suporte desta ação era a de que todas as experiências horríveis deixam uma cicatriz e um trauma profundo no corpo etéreo e na memória celular das pessoas, que leva várias vidas a curar.

Os sacerdotes e os músicos que os acompanhavam cantaram e rezaram até à chegada das ondas e da água ao nível das suas bocas até ao momento em que desapareceram.

Durante a noite, enquanto as massas dormiam, sob um céu estrelado, tudo terminou, a amada Mãe-Pátria foi submersa sob o Oceano Pacífico. Nenhum dos sacerdotes abandonou o seu posto e nenhum evidenciou qualquer medo.

A Lemúria desapareceu com dignidade!

Auld Lang Syne foi a última canção para sempre ouvida na Lemúria.

As pessoas da Terra trouxeram novamente esta canção através do povo irlandês .

http://kathleencudo.blogspot.com/2010/11/mensagem-de-adama-lemuria.html

15 de março de 2011

Drogas e Alcoolismo





Neste texto analisaremos o flagelo da Droga, sob uma ótica esotérica, a necessidade de combatê-lo e de ajudar aos que nele caíram.

Aqui vamos falar, do ponto de vista esotérico, sobre estes dois terríveis vícios que precisamos lutar contra, os quais nem os governos nem ninguém puderam encontrar uma fórmula apropriada para acabar: são os vícios da droga e do álcool.

Se considerarmos, como é de fato, o álcool uma droga de efeito mais lento, chegamos ao grande flagelo de nossa época: o flagelo da droga!

Ela está disseminada por todo o planeta, e muito mais entre os jovens. Muitos caíram na droga por ignorância, por buscar dentro da droga algo superior, e outros ainda por indução dos meios de comunicação. Porém, em realidade, a droga é algo inteiramente nocivo, não apenas para o corpo físico, ou tridimensional, senão também para a parte espiritual, a qual a droga provoca também terríveis danos.

Na Era de Aquário, que se iniciou no ano de 1962, a humanidade escolheu que tipo de revolução quer seguir, se a revolução positiva (que é a da revolução da Consciência, da meditação, da alquimia sexual, enfim, da alta espiritualidade), ou a revolução negativa (que é a da degeneração social e familiar, das músicas degeneradas, da psicodelia e da libertinagem sexual, que levam à depravação e ao infrassexo, ao uso de álcool, de drogas daninhas etc.).

Primeiro, observemos o que ocorre com o drogado quanto ao seu corpo físico, e passaremos gradativamente aos outros corpos. (Caso ainda não saiba o que são os Sete Corpos, sugerimos que clique aqui.)

Corpo Físico
Um jovem que começa a experimentar drogas se transforma, em curto espaço de tempo, num decrépito, isto ocorre porque a droga afeta as energias sexuais, levando o drogado primeiro ao desinteresse sexual e em seguida à impotência prematuramente. Isso ocorre porque, ao inalar-se a droga pelo nariz ou fumar, usa-se todo o aparato do sistema respiratório, e os yogues sabem muito bem que a respiração está conectada diretamente com a função sexual, com a energia sexual, e é lógico que se vai consumindo a energia sexual, da qual originam-se as outras energias do corpo (a energia sexual, esotericamente falando, alimenta as energias mental, emocional e vital do organismo), e é claro que, ao se desgastar essa energia, acaba-se com a vida mais rapidamente. Ao inalar-se a droga pelo nariz, consome-se a energia sexual a qual a respiração está conectada.

Não é à toa que todas as autênticas escolas espirituais sempre deram especial importância tanto à função respiratória quanto à função sexual. Estas duas estão intimamente conectadas, entre outros, por dois canais que vão do sexo ao cérebro, e do cérebro ao nariz. Estes canais estão representados pelo famoso Caduceu de Mercúrio. (Para saber mais sobre o Caduceu de Mercúrio, clique aqui.)

Ao se fumar uma droga (como a maconha) ocorre o mesmo, pois o ato de fumar está também conectado à respiração e à energia sexual. A injeção de drogas na corrente sanguínea também leva diretamente à energia sexual, a qual é consumida vorazmente.

Os danos ao corpo físico são terríveis, além daqueles ligados às doenças sexualmente transmissíveis (DST), pois estão mais propensos a ter Aids e diversas enfermidades cármicas, porque a droga, como parte de uma “revolução negativa” da sociedade dita moderna, leva à libertinagem sexual e à consequente contaminação com essas doenças.

As drogas deixam uma dependência físico-química no corpo, e, na ausência dela, o corpo se ressente, por isso para largar esses vícios são necessários tratamentos constantes e muita força de vontade. Obviamente, o auxílio espiritual nesses casos é essencial para o restabelecimento pleno ou parcial do drogadicto.

Corpo Vital
Nossas diversas energias em seu conjunto são chamadas, grosso modo, de corpo vital ou etérico; uma de suas expressões é a popularmente chamada Aura ou Campo Vital, que circunda o corpo físico. O corpo vital de uma pessoa comum e corrente, este é resplandecente, brilhante, colorido e expandido. Já o corpo vital de um drogado vai se descolorindo, desintegrando-se. Vai perdendo seu brilho, até ficar como um cadáver, fantasmagórico, uma lâmpada quase apagada, escura.
O vital é o que vitaliza, dando vida e reparando o corpo físico nos momentos em que dormimos e descansamos. Caso se perca a parte vital, é lógico que estaremos à beira do cemitério.


As drogas e o álcool destroem os corpos internos, deformando-os
As drogas e o álcool são profundamente daninhos para os canais de energia (na yoga esses canais se chamam nádis), pois estes se rompem e, muitas vezes, não se regeneram mais, especialmente os sutilíssimos canais energéticos cerebrais, e também aqueles ligados ao transporte da energia sexual para todo o organismo.

Corpo Astral
Avançando em nossa investigação esotérica, chegamos ao corpo astral, ou de desejos. O corpo astral de um drogado anda como um idiota, como um louco desenfreado, fazendo e desfazendo. E, se olhamos dentro deste corpo, o que chamamos de ego, os defeitos psicológicos que levamos dentro, os veremos num grande festim, contentes e se alimentando.

Isso ocorre porque essa pessoa, por meio das drogas, está alimentando as energias infernais que existem em nosso interior, nossos elementos psíquicos que em sã consciência desejamos destruir (ira, arrogância, medos, depravações etc.). Quem de nós não se horroriza ao ver nos noticiários as bestialidades cometidas pelos viciados, tais como estupros seguidos de assassinatos brutais e outros atos terríveis.

A droga é, portanto, um alimento para o ego, este é fortificado, fortalecido, causando inúmeras desgraças à família, à sociedade etc.

Quem imagina que o cigarro causa menos malefícios aos corpos internos se engana, pois ao se verificar o corpo astral de um fumante, vê-se uma energia densa ao seu redor, e a consciência do fumante, que já é adormecida, fica dopada muito mais. Conclusão: os mais de 2 mil produtos químicos inseridos no cigarro são altamente daninhos para os corpos físico e internos!

Corpo Mental
Avançando mais um pouco em nossa investigação, examinando o corpo mental e examinamos o cérebro do corpo mental de um drogado: vemos totalmente destruídos os sutilíssimos tecidos deste cérebro, vão se abrindo brechas e vai-se apodrecendo, destruindo a si mesmos, e o resultado é a repercussão na parte física, na qual a pessoa se desequilibra e comete barbaridades, por causa desse desequilíbrio mental, pela ruptura do corpo mental.

Observe como o comportamento, a lógica, as palavras, o raciocínio do drogadito são cada vez mais desconexos, mentirosos e egoístas. Isso se deve à degeneração do corpo mental.

Quando os tecidos do cérebro do corpo mental se rompem totalmente, não há mais recuperação. A energia mental, esotericamente chamada de “raio alfa”, que liga o cérebro do corpo mental ao cérebro físico, é rompida, e o desequilíbrio então é total e irreversível. Quando isso, finalmente, ocorre, não há mais salvação, e o pobre-coitado poderá se recuperar somente após três ou quatro encarnações (por isso a Bíblia diz, simbolicamente, que o indivíduo será “amaldiçoado” por três ou quatro “gerações”.)

Portanto, querido leitor, não exageramos ao afirmar, em nossos estudos gnósticos, que esta geração pós-hippie está se tornando uma geração de dementes, de desequilibrados mentais, com suas consequências nefastas para o futuro da sociedade. Observe a juventude, como é seu linguajar, como são seus hábitos alimentares, sua vestimenta, a música que escuta etc. Isso é típico de gente normal?

Nossa juventude precisa urgentemente ser salva. Antes que nada sobre!

Corpo Causal
Chegando por fim ao corpo causal, observamos que a Essência, a Consciência individual, começa a sofrer as consequências das drogas, vivendo como uma superadormecida. Anda como um bêbado que já vai cair ao solo. Desta forma se vê a Essência de um drogado.

Analise os danos que as drogas causam à pessoa que sofre com esse flagelo contemporâneo. A pessoa deve trabalhar para se recuperar, a partir de sua própria energia, ela irá se curando pouco a pouco de todas as atrocidades que a droga fez em sua vida, deixando em frangalhos os corpos internos.

Álcool
Existem as bebidas alcoólicas usadas para o sagrado, como o vinho, o saquê e o pulque asteca. E as bebidas para fins lúdicos, profanos. Lembremos que as bebidas são consideradas sagradas por diversos povos e usadas para sua comunhão com a Divindade. Assim como o fumo que sempre foi utilizado de forma ritualística entre os indígenas pré-europeus.

Infelizmente, tanto o fumo quanto o álcool foram profanados e usados para mera diversão. Dessa forma, o álcool provoca os mesmos efeitos das drogas, porém, mais lentamente, de forma um pouco mais sutil, até que a pessoa se veja irresistivelmente ligada a este terrível vício.

A palavra álcool vem do árabe Al-Ghol, que significa demônio. O álcool provoca movimentos da Roda da Vida (ou, como se diz no Oriente, a Roda do Samsara), ou seja, precipita as pessoas diretamente nos braços das diabólicas energias da involução, da decadência.

O álcool leva ao desequilíbrio e alimenta o ego, da mesma forma que as outras drogas. Portanto, devemos tomar cuidado com o álcool, pois ele é uma droga lícita, permitida na sociedade, e tem o dom da ubiquidade, sendo encontrado tanto no copo do pobre como na taça do rico. O álcool tem o poder de reviver os eus que tenhamos eliminado.


Lesões causadas no cérebro pelo uso de drogas ilícitas
Muitas vezes, em reuniões sociais, devemos “brindar com o diabo”. Se alguém vem oferecer um copo de bebida, não devemos ser fanáticos, e brindar, para que não provoquemos reações psicológicas desnecessárias; assim, temos de ter nossa própria disciplina, sabendo do mal que o álcool pode ocasionar ao nosso organismo e adormecer mais ainda nossa consciência.

Para isso vale o trabalho sobre nós mesmos, observar os defeitos que querem nos levar ao vício, à bebida e à droga, trabalharmos intensamente com a morte-em-marcha (termo que significa orar a Deus constantemente, pedindo proteção e também a eliminação desses vícios e suas causas psicológicas) e auxiliar nossos irmãos que tenham caído neste vício. Não devemos discriminar ninguém, pois o problema é a droga, o drogado é a vítima do erro, que deve ser ajudada.

Os “Três Fatores” como regeneração
É importantíssimo estudar o conteúdo do site GnosisOnline, trabalhar pela própria regeneração espiritual e pelo bem da humanidade, pois todos, sem exceção, estamos no mesmo barco desta sociedade decadente, que literalmente está à b eira da destruição total.

A Gnose possui métodos objetivos para regredirmos a decadência física, energética e psicológica em que o ser humano se encontra, e deve ser estudada profundamente, pois é nessas práticas que se encontra a solução para o ponto central de todos os males que assolam o mundo, não somente a droga, mas as guerras, a prostituição, a decadência dos valores familiares, as discriminações etc.

Todos os métodos práticos que a Gnose ensina são chamados, em essência, de “Três Fatores de Revolução da Consciência”, que se resumem, didaticamente falando nas seguintes palavras:

1. Nascer
2. Morrer
3. Sacrifício

O nascer significa trabalhar com as forças e energias internas, fazê-las entrar em movimento interno, transmutá-las, permitindo que a natureza de nosso organismo se regenere e se ilumine.

O termo morrer relaciona-se ao trabalho sobre nossas limitações, nossos defeitos, traumas, fobias, complexos e especialmente nossos defeitos psicológicos, chamados didaticamente de Ego (ira, cobiça, inveja, preguiça, gula, luxúria, orgulho etc.).

E a palavra Sacrifício refere-se ao amor divino que todos possuímos em nosso interior, e que precisa ser posto em prática. Esse amor nos faz ajudar o próximo, alimentar o faminto e sedento, aliviar as mães que sofrem, os filhos perdidos, os pobres sem perspectiva; enfim, realizar a missão que o Cristo Cósmico nos confiou, de imitá-lo em nossa própria vida.

Através dos três fatores de libertação da Consciência é possível a regeneração pessoal, familiar, social e, quem sabe, planetária… muitos conheceram os três fatores algumas vezes até beirando ao suicídio e à loucura, e, através deles se regeneraram e voltaram a ser verdadeiramente pessoas normais, úteis para para Deus e a sociedade.

Como Ajudar de Fato o Drogadito
Os especialistas em drogadicção afirmam que o drogadicto precisa ser ajudado em inúmeras frentes. A primeira é afastá-lo do meio que o incentiva a se drogar; uma dessas opções é a internação em clínicas responsáveis, para iniciar o processo da DESINTOXICAÇÃO.

No entanto, infelizmente, a grande maioria das clínicas que vê por aí são limitadas em diversos aspectos, tais como a desintoxicação por meio de uma alimentação integral e depurativa. Outra limitação é a falta de incentivo aos valores espirituais (inerentes à alma humana). E, finalmente, a falta de um conhecimento esotérico que capacite o indivíduo a buscar aquela Força Interior que será o grande guerreiro contra o desejo de consumir drogas.

Sempre aconselhamos que o viciado deve mudar da região ou mesmo da cidade a qual pertence, para tirá-lo do círculo daqueles que associam para se drogar e todas essas coisas. Saindo do lugar, bairro, ou cidade, longe deste círculo de “amigos” que vão leva-lo novamente à droga, a recuperação é mais fácil e a recaída mais difícil. Infelizmente, as drogas estão tão disseminadas hoje em dia que é quase impossível encontrar um “oásis livre de drogas”…

Assim, vendo-se a sós, livres de falsos amigos do vício, é um pouco mais fácil abandoná-lo. Por isso, muitos se afastam, indo para retiros, clínicas etc. Somente após abandoná-lo definitivamente é que devem retornar, quando se reencontrarem com os companheiros terão força de vontade para recusar, para não cair de novo na droga.

Ao drogado, ao alcoólatra, ensina-se o trabalho com a morte psicológica, com os três fatores, então há verdadeiras mudanças neles, arrependem-se e deixam estes vícios.

Pratiquemos a morte-em-marcha, pois nós, que nos cremos muitas vezes sem nenhum vício, temos, em nosso interior, eus ligados a esses vícios, e que, se estamos trabalhando intensamente com a morte-em-marcha, podemos perceber e suplicar À Presença Divina, à Mãe Divina (usa-se o nome Mãe Divina ao aspecto materno, amoroso, de Deus em nosso interior) instantaneamente a sua morte.

Observação
Para os que estão iniciando sua busca espiritual e se veem presos a algum desses vícios, recomenda-se um trabalho harmonioso e gradativo. A desintoxicação plena não se verifica unicamente em nível físico, senão mais bem em nível energético, como lemos no texto acima.

Que aqueles que querem sair desse inferno procurem terapeutas competentes, mudem sua alimentação para que seja a mais saudável possível, tenha uma vida equilibrada e, acima de tudo, busque a ajuda divina.

Essa ajuda divina se dá de diversas maneiras, uma delas é suplicar auxílio dos grandes Seres de Luz que se encontram nas dimensões sutis da Natureza, no mundo astral e em outros planos de existência. http://www.gnosisonline.org/medicina-esoterica/drogas-e-alcoolismo/

11 de março de 2011

SAIBA TUDO SOBRE MAGIA DIVINA



A Magia Divina não recorre à nenhuma prática contrária à Vida, à Lei Maior e à Justiça Divina. A Magia Divina, ou Teurgia, é uma Magia Iniciática ou Alta Magia que pode ser praticada pelas pessoas, independentemente da formação doutrinária ou crença religiosa delas. Não pede nada mais que a crença em um Deus Criador e a crença em Hierarquias Divinas regidas pelas Divindades.
A Magia Divina não tem um "lado negativo" e os seus praticantes não recorrem aos mistérios opostos aos mistérios da luz. Ela não é "dual" e não tem nenhuma possibilidade de ser invertida e usada para prejudicar a quem quer que seja. Aliás, condena-se veementemente o uso das "magias negras" por pessoas que têm nela um meio de extravasar de forma covarde e traiçoeira seus sentimentos de ódio, ciúme, inveja e afins, já que elas estão afrontando as Leis de Deus e os princípios da Vida e devem ser vistas com piedade porque ainda não desenvolveram uma consciência e são pessoas emotivas e instintivas.

Na Magia Divina só se evocam poderes Divinos sustentadores da Vida e dos meios onde ela se sustenta e evolui e, justamente por esse caráter, a Magia Divina é um refreador poderoso de todas as formas de "magias negativas". Seus praticantes não se intimidam diante dos supostos poderosos magos das trevas encarnados ou não.

A Magia Divina traz em si os meios (forças e poderes) capazes de purificar de forma positiva os espíritos à margem da Lei Maior e, também, de anular gradativamente o negativismo e a maldade das pessoas que a praticam, pois as livra das hordas trevosas que tanto auxiliam com têm nessas pobres pessoas seus portais encarnados. Mas a Magia Divina não se destina só ao combate incessante às investidas dos espíritos trevosos, já que um Mago iniciado usa dos conhecimentos que lhe foram transmitidos durante as suas aulas iniciatórias e usa dos poderes Divinos perante os quais se iniciou para plasmar no lado etérico toda uma aura luminosa e protetora das pessoas que a ele recorrem.

Aos magos iniciados também é ensinado como curar espíritos sofredores "encostados" nas pessoas, realizando isso unicamente através de procedimentos magísticos, dispensando o "transporte" ou incorporação deles para que sejam beneficiados com o auxílio indispensável para que retomem suas evoluções. Os espíritos mestres da Magia Divina acolhem todos os espíritos curados e abrigam todos eles em moradas espirituais destinadas ao amparo e ao esclarecimento deles.

Mas um mago iniciado na Magia Divina realiza mais que isso e tem o conhecimento indispensável e outorga Divina necessários para atuar nos corpos espirituais das pessoas atendidas por ele, e é capaz de alcançar seus níveis mais profundos e realizar "cirurgias espirituais" durante as quais são retirados desses corpos profundos "inclusões" nocivas ao bem-estar delas.

Todo o trabalho magístico realizado por um Mago praticante da Magia Divina visa ao benefício das pessoas atendidas por ele.

Assim, a Magia Divina é um bem Divino, colocada à disposição de todos os que desejarem praticá-la com fé, amor, respeito, confiança e determinação. Com sua dinâmica própria, adapta-se às necessidades dos seus praticantes, não obrigando ninguém a renunciar ao seu modo de ser, pensar ou agir.

No estudo da Magia Divina, o iniciado é "apresentado" a Deus e às suas divindades, e na sua iniciação consagra-se a Ele como Seu servo, Mago e instrumento de Sua Lei Maior e da Sua Justiça Divina, sempre pronto para serví-lO quando for necessária a sua atuação magística.

O Mago praticante de Magia Divina é um servo de Deus, da Sua Lei Maior e da Sua Justiça Divina e, consciente disso, não espera para si maiores benefícios que os que Ele concedeu-lhe quando o criou. E não alimenta o sentimento de superioridade porque sabe que não o é em momento algum ante os olhos de Deus.

Um praticante da Magia Divina sente-se um irmão da humanidade e trabalha magisticamente em benefício dela, não esmorecendo em momento algum e não se deixando abater ante as dificuldades e os infortúnios que visam prová-lo e a desenvolver a boa têmpera, indispensável a todo servo de Deus e instrumento da Sua Lei Maior e da Sua Justiça Divina.

A Magia Divina é a manifestação de uma poderosa vontade superior, emanada pelo Divino Criador e por Suas Divindades, vontade essa que foi trazida dos mais elevados níveis vibracionais da criação por um grupos de espíritos ascencionados liderados pelos amados mestres Magos da Luz, sempre amparados pelas Divindades emanadoras dessa vontade superior, e que são os sagrados Tronos de Deus!

Os graus da Magia Divina são em número de 77 mas serão descritos apenas 22 :

· Magia das Sete Chamas Sagradas

· Magia das Sete Pedras Sagradas

· Magia das Sete Ervas Sagradas



· Magia dos Raios Sagrados

· Magia das Sete Espadas Sagradas

· Magia do Tempo

· Magia Telúrica

· Magia Eólica

· Magia das Sete Cruzes Sagradas

· Magia dos Sete Escudos Sagrados

· Magia Aquática

· Magia dos Gênios

· Magia dos Elementais

· Magia Energética

· Magia das Sete Lanças Sagradas

· Magia das Sete Flechas Sagradas

· Magia do Pó

· Magia Angélica

· Magia Arcangélica

· Magia das Sete Estrelas Sagradas

· Magia das Sete Pembas Sagradas

· Magia dos Sete Triângulos Sagrados

O primeiro grau fundamental é a Magia do Fogo ou Magia Divina das Sete Chamas Sagradas. Sua simplicidade e facilidade de apreensão são as responsáveis pela sua receptividade entre os adeptos da Magia, e a sua praticidade abre as portas para seus praticantes trabalharem com ela onde quer que estejam, já que dispensa paramentos e rituais que dificultariam sua aplicação.

O Mago praticante da Magia Divina é alguém que trabalha onde deseja, já que ele é o elemento ativo dessa Magia. Ele é o seu depositário; é o seu ativador e é o instrumento da Lei Maior e da Justiça Divina, praticando-a onde e quando achar necessário.

Fonte: O Código da escrita Mágica Simbólica
Autor: Rubens Saraceni
Editora: Madras

9 de março de 2011

O CORPO ELEMENTAL



O indivíduo que aceita a teoria da reencarnação como um fato natural nem sempre está ciente do processo que dirige a encarnação de uma série de corpos para uma alma individualizada. Pessoa alguma não ascensionada poderá calcular a impressionante clareza dos vários cursos de trabalho necessários ao preparo do conjunto completo de um corpo para moradia da Emanação de Vida durante uma passagem pela Terra.
Existem já bem conhecidos os quatro corpos: emocional, mental, etérico e físico. Estes corpos necessitam de uma estreita cooperação nos menores detalhes da substância dos elementos físicos nos quais deverão funcionar. O homem admite, simplesmente, que veio à luz através do nascimento, como por um milagre.
O corpo etérico: Muitos séculos de cuidado e esmero foram necessários para chegar no desenvolvimento do corpo etérico atual, até que ele tosse suscetível de poder receber as vibrações de natureza espiritual.O corpo etérico, após cada encarnação, não é formado de novo, porém, é novamente animado.
O corpo físico: Jamais a Consciência da Presença “EU SOU” toma corpo. Somente uma Centelha da Presença “EU SOU’ age através da forma carnal. Esta forma sempre antecede o crescimento de um novo manto carnal sob a orientação da Presença “EU SOU”. Durante a gestação desta Emanação de Vida, os pais também são vigiados.
Deus providenciou um “Corpo Elemental’ para cada tipo físico. Seu trabalho consiste em executar a natural função corporal e trazer sua pequeníssima forma até ao ponto em que a personalidade do ser possa assumir o controle do corpo.
Assim, fica explicado porquê muitas vezes uma alma encarnada não possui pleno poder sobre seu corpo antes dos 14, 18 e às vezes 21 anos de idade. Algumas almas assumem a direção de seus corpos só quando as forças do intelecto estão suficientemente desenvolvidas, de modo que o bom e prático uso do corpo seja seguro.
Os Construtores das formas escolhem os Seres Elementais da mesma Esfera e do mesmo Raio a que pertencem estas Emanações de Vida. Portanto, a forma física se constituiu onde o próprio Santo Ser Crístico pôde agir e exercer sua função. O Ser Elemental foi instruído nos planos interiores.
Atraiu Luz Universal para executar um modelo — começando por uma flor simples — até que lhe seja confiada a construção de um Templo, no qual a Presença Divina possa habitar: O Ser Consciente do Santo Cristo e a Chama Trina.
Antes da primeira encarnação, foi dada a cada Emanação de Vida um Ser Elemental. Nesta ocasião, foi realizada uma belíssima cerimônia, perante o Conselho Cármico e, neste ritual, o Ser Elemental foi animado para viver com esta Emanaçâo de Vida durante todo o tempo em que ela possuir o corpo carnal, e manter este corpo em perfeitas condições; enfim, de qualquer maneira prepará-la para ser um Templo habitável para uso da Presença Divina.
No começo, a criação de um corpo é sempre um acontecimento alegre e feliz. A Presença Divina irradia de si a imortal Chama Trina ao CORAÇÃO DO CORPO DE CARNE; após, o Ser Elemental do corpo atrai os necessários elementos construtivos e forma quase completamente o projeto do Próprio Santo-Ser-Crístico. Outrora as formas corporais eram tão belas que não se podia descrever. Reinava, realmente, uma belíssima Idade de Ouro.
O modelo escolhido pelo Ser Elemental era o Corpo Etérico. Ele representava a plena glória do Próprio Santo-Ser-Cristico. Desta maneira, era simples copiar as maravilhas. O Ser Elemental habitava no Templo que ele construía. Como boa dona-de-casa ou zeladora, mantinha as funções do corpo em ótimo estado e condições de trabalho (calorias, restauração, circulação etc, reinava alegria e bom entendimento entre a Emanação de Vida e o Ser Elemental.
Quando o homem começou a experimentar a sua força, criou em seu corpo etérico formas impuras e distorções. Então, o Ser Elemental pertencente a este corpo ficou desorientado por causa da destruição de seu modelo. Em razão disto, OBEDIENTEMENTE, transferiu estas deformações ao Corpo de Carne. Assim, fica explicado porque o Ser Elemental revelou aversão à Emanação de Vida com a qual deve trabalhar!
Muitos séculos esforçou-se em realizar no ser da Emanação de Vida o Próprio Santo-Ser-Cristico. Esforçou-se muitíssimo contra o mau uso da vida, contra os vícios e ganâncias que o homem desenvolveu "na queda" deixando a pureza e misericórdia.
Finalmente, o Ser Elemental não era mais o cooperador e auxiliar dedicado. Procurava uma oportunidade contra o bloqueio dos propósitos e dos planos do indivíduo.
Quando o homem houver atingido a Meta, uma vez que ele se esforce em viver de acordo com a Lei da pureza e abstinência, renunciando às inclinações ou tendências que prejudicam e destroem o corpo físico, então será realizado o começo para uma nova camaradagem entre o homem e o Ser Elemental de seu corpo. Mas isto não acontecerá num instante. Após séculos de maus tratos, leviandades, descuido, imprudência e abuso do Templo do corpo — que o Ser Elemental criou e manteve, o homem terá de esperar por um novo modelo, para poder trazer a perfeição à Luz. Se a Chama Violeta for usada suficientemente, de modo que o corpo etérico receba, novamente, o Seu Modelo Divino de Luz, então o Ser Elementar poderá retratar, imediatamente, este modelo no corpo.
Evidentemente, será necessária uma purificação da forma etérica, após vários usos nas reencarnacões da substância do próprio corpo etérico. O Fogo Violeta deverá ser aplicado, dinamicamente, para que o corpo etérico se torne claro, transparente, diáfano; só assim elevará a sua vibração. Quando isto for compreendido e realizado com plena consciência, nós teremos novamente ‘corpos saudáveis’ — sem diagnósticos de doenças, decadência, enfim — morte.
Eu Sou o Maha Chohan (Paulo Veneziano)
transcrito por ãcãrya
http://www.eusouluz.iet.pro.br/corpoelemental.htm

3 de janeiro de 2011

Faz um milagre em Mim

Biografia
Regis Danese, cantor e compositor nascido em Minas Gerais. No início de sua carreira formou uma dupla sertaneja com Raí e o álbum recebeu o selo da gravadora BMG (Ariola).

Ao se mudar para Uberlândia passa a fazer parte da banda Só pra Contrariar como backing vogal e destaca-se por suas composições que foram sucesso na voz do grupo, tais como: Nosso sonho não é ilusão, Te amar sem medo, Amor verdadeiro entre outros. Algumas destas composições foram realizadas com a parceira de Peninha, Alexandre Pires e Luiz Claudio.

Atualmente Regis é um cantor do Senhor, surgiu no cenário gospel com a música "O Meu Deus é Forte", já lançou seu segundo trabalho pela gravadora line records recebendo o nome de "O melhor que eu tenho". Neste trabalho inova com canções pentecostais, louvor e adoração com pitadas de pop rock e participações de seu filho, esposa e do Coral Infantil de Uberlândia.


Regis Danese

17 de dezembro de 2010

Reflexões no Silêncio


Quando acordada sonho um sonho, anjo meu

Voando bem alto, procurando elucidação

De um caminhar nas recordações longínquas

Querendo um tesouro formidável, uma razão


Com desejos de ser parte da eternidade serena

Que vejo no fundo dos seus olhos ternos

Penso quão injusto são as noites de inverno

Se este voar sem asas ter, perderem o sentido


Então, quantas vidas eu tiver

Em todas vou buscar palavras insufientes

E mergulhar na certeza do sonho realizado

Para tranquilizar minha alma aprisionada


Ouço ao longe a voz que diz: recua! Segue no horizonte

A magia de viver uma existência que busca a experiência

De sentir o amor pleno em desejos que não podem ser

Recua! que há tempo aida de fugir da dor


Nessa vida vazia de sentimentos, eu não aguento

Saudades como nuvens escuras, noites sem lua

Ouço meus pensamentos emaranhados

Envolvidos em sensações incomprensíveis


Ilumina meus caminhos anjo meu

Traga o meu paraíso que é seu coração

Dá-me a luz radiante dos seus olhos de luar


Que no toque dessa magia e a paz do seu sorriso

Quero entregar e serenar a tempestade do meu viver

Publicado por Pegasus no http://recantodasletras.uol.com.br

26 de novembro de 2010

Retorno e Transmigração


Contam antigas tradições que Enéas, o troiano, permaneceu algum tempo refugiado com sua gente nos bosques de Ida até que os helenos abandonassem a velha Tróia. Quando os gregos abandonaram as heróicas ruínas da soberba Ílion, Enéas constrói sua frota e chorando abandona as praias da pátria e a planície solitária, onde estava situada a antiga cidadela agora convertida em um montão de enegrecidas ruínas.

Sob a luz do plenilúnio, o vento incha as doces velas e o remo luta com o suave mármore marítimo. Assim chegou o herói com seus navios e sua gente às costas da Trácia, rude país, onde esperava encontrar terra acolhedora, já que os trácios tinham sido aliados do ancião Príamo. Dia a história dos séculos que na rude terra dos trácios, Enéas fundou uma cidade à qual deu seu nome, chamando-a Eneada.



Quando Enéas e os troianos fazim o sacrifício a Júpiter, o Cristo Cósmico, nos precisos momentos em que se preparavam para acender o fogo e imolar o branco touro, um extraordinário prodígio se verifica. Os galhos que cortavam para queimar deixaram cair, ao invés da seiva, um sangue negro e corrompido que manchava a terra.

Enéas ficou gelado de terror e suplicou aos Deuses Inefáveis que fizessem com que aquele presságio se tornasse favorável a seus desígnios.

Conta-se que o herói rompeu outros galhos da mesma árvore, porém todos gotejavam sangue. De repente, chegou a seus ouvidos uma voz que parecia sair das raízes da planta que dizia: Enéas, por que me despedaças? Respeita a um pobre infeliz e não cometas a crueldade de me torturar. Sou eu, Polidoro, a quem os inimigos crivaram de feridas neste mesmo lugar. Os ferros que cravavam em meu corpo germinaram e criaram uma planta que, em lugar de puas, dá aceradas azagaias. Relatam as lendas que sob o monte da terra, onde estavam encravadas as raízes da árvore, Enéas fez consagrar um altar aos manes do morto e libações de vinho e leite foram derramadas. Assim, celebraram-se os funerais de Polidoro, o falecido guerreiro morto na dura batalha. Desde os antigos tempos da Arcádia, quando ainda se rendia culto aos Deuses dos quatro elementos do universo e às divindades do milho brando, os velhos hierofantes, encanecidos na sabedoria, nunca ignoraram a multiplicidade do eu.

Por ventura, seria algo raro que alguma dessas entidades, que constituem o Ego, se aferrasse com tanto afã à vida que viesse a renascer em uma árvore? Chega-me à memória aquele caso do amigo de Pitágoras reincorporado em um infeliz cão.

Por acaso, não se ajuda também aos centauros? Que nos diz a lenda dos séculos? Esses épicos guerreiros, que caíram sangrando entre os elmos e as rodas dos gloriosos mortos por amor a sua gente e a sua pátria, recebem uma ajuda extra, bem merecida, ao retornarem a esse mundo. Está escrito com terríveis palavras que os centauros eliminam uma parte de si mesmos, de sue querido Ego, antes de retornarem a este vale de lágrimas.

Que se reincorpore o menos perverso no corpo humano e que o decididamente criminoso ingresse no crematório dos mundos infernais, é lei para os centauros.

Dante, o velho florentino coroado de lauréis, encontrou a muitos centauros no abismo. Lembremo-nos de Quíron, o velho educador de Aquiles, e do irascível Folo. O grande livro da natureza, escrito com carvões em brasa, diz com uma clareza que amedronta: Muitas partes do Ego se perdem antes do retorno a este mundo. Muitos agregados psíquicos do Ego se reincorporam em organismos de feras, outros se aferram desesperadamente, como o caso de Polidoro, aos galhos das árvores e, por último, certos elementos subjetivos do Ego continuam a sua involução no reino mineral submerso.



Transmigração é, fora de toda dúvida, algo bem similar, somente que com grandes diferenças e com raízes mais profundas.

Entre as tremendas chamas da vida, há pessoas tão bestiais que se lhes extraísse tudo o que têm de grosseiro, não restaria nada. Portanto, é preciso que essas criaturas sejam reduzidas a pó, no interior da terra, para que a Essência, a Alma, se liberte.

Contam as lendas que Capaneu, um dos sete reis que sitiaram Tebas, soberbo exclamou no abismo: Assim como fui em vida, sou depois de morto. Ainda que Júpiter cansasse a seu ferreiro, de quem tomou irado o agudo raio com que me feriu no último dia de minha vida, ainda que fatigasse um após outro todos os negros trabalhadores do Mongibelo, gritando: Ajuda-me, ajuda-me, bom Vulcano, tal como fez Flegra no combate, e me flechasse com todas as suas forças não conseguiria vingar-se devidamente de mim.

No interior do aflito mundo em que vivemos, há involuções espantosas. Ali, a Justiça Divina arrojou a Átila que foi seu açoite na terra, lançou a Pirro, a Sexto, quem eternamente derrama lágrimas no fervor de seu sangue.

Ao caires ali, terás de sofrer padecimentos insuportáveis e de onde não há tempo certo para escapar. Homero disse: Mais vale ser um mendigo sobre a terra do que um rei no império das sombras. Portanto, a descida aos mundos tenebrosos é uma viagem para trás pela senda involutiva, um afundamento sempre crescente em densidade, em obscuridade, rigidez e tédio inconcebíveis. Uma caída para trás, um retorno, uma repetição dos estados animal, vegetal e mineral. Um regresso ao caos primitivo.

As almas são libertadas do abismo com a segunda morte. Quando o Ego e os corpos lunares se reduzem a pó, elas recebem o recibo da liberdade.

As almas procedentes do interior do planeta, manchadas pela espantosa viagem subterrânea, cobertas de poeira, convertem-se em gnomos do reino mineral, depois em criaturas elementais do reino vegetal, mais tarde em animais e, por último, reconquistam o estado humano que perderam. Esta é a sábia doutrina da transmigração que Krishna, o Mestre hindustânico, ensinou outrora. Milhões de almas que morreram no inferno agora brincam como gnomos entre as rochas. Outras são agora lindas plantas ou vivem dentro de corpos animais, aspirando regressar ao estado humano.


Textos de: V.M Samael Aun Weor