14 de setembro de 2014

LARVAS ASTRAIS 




Criações mentais mais perigosas que os micróbios
Pouco ou quase nada se conhece e se fala a respeito das larvas astrais. No entanto elas deveri...am ser objeto de estudo dos cientistas, que se fossem ocultistas* saberiam que as larvas astrais são as maiores causadoras das enfermidades, porque aumentam o poder virulento dos micróbios. A respeito deste assunto o Professor Henrique José de Souza, em 1942, fez o seguinte resumo em sua revista Dharana:
“As larvas astrais são uma classe constituída pelos pensamentos e mesmo pelas palavras irrefletidas e cuja energia não é suficientemente poderosa para originar um verdadeiro elementar**. Simples germens de vida, as larvas astrais nos cercam por toda parte prontas a manifestar-se, constituindo meio favorável para a sua exteriorização, todas as formas orgânicas cuja vitalidade tenha sido de qualquer modo diminuída ou atenuada, e neste caso se encontram as células dos cadáveres em decomposição, do sangue saído de um ferimento e principalmente, da menstruação e do esperma. Daí se pode facilmente imaginar a quantidade pavorosa de larvas astrais constantemente engendradas pelos homens que, ainda hoje, para robustecer seu organismo, bebe o sangue dos animais! Além dos cemitérios e matadouros, onde as larvas astrais pululam aos milhares e aos milhões, consideram muitos ocultistas, centros igualmente infecciosos e produtores dessas perniciosas entidades, os laboratórios onde os microbiologistas cultivam toda a espécie de micróbios e seres com que pretendem debelar todas as moléstias, Acham os ocultistas, tendo à frente o próprio Paracelso, não serem os micróbios e sim as larvas astrais, a causa de quantas doenças físicas e mentais afligem o homem. Consideram as larvas astrais como capazes de levar o homem à prática dos mais repugnantes vícios, inclusive o do comércio carnal com certos elementares
da natureza. São as larvas, criadas pelo sangue de um homem assassinado, que atormentam o assassino e o levam a confessar seu crime tangido por aquilo a que chamamos remorso. Uma vez descarregada sua consciência deixa de ser perseguido pelo remorso, simplesmente porque deixa de criar com o pensamento novas larvas. Concorre para que as larvas invadam o corpo humano e façam dos homens seres moral e fisicamente doentios, tudo quanto lhes deprima a vontade ou de qualquer modo os enfraqueça, tal como o exercício da mediunidade, os narcóticos, os anestésicos, o uso de álcool, do fumo etc. Não têm as larvas uma forma determinada, nem devem ser confundidas com os micróbios conhecidos dos nossos médicos e carinhosamente cultivados em laboratórios. Os micróbios com que a medicina apavora a humanidade, suplantando neste particular as próprias religiões com seus infernos, não são a causa fundamental e única das doenças. São as larvas astrais que, animando os micróbios, lhes dão a virulência com que agem no corpo humano, tornando-se assim, a causa principal de quantas moléstias nos afligem. Mas, sendo as larvas astrais, exatamente como os elementares, criações da mente humana, consequências fatais de nossas ações, escusado nos será concluir pela necessidade que temos em melhor conhecer os segredos da natureza, e o quanto é importante para o homem dirigir seus pensamentos para o bem, a fim de formar em torno de si um ambiente onde essas entidades não possam proliferar. São de Paracelso as seguintes palavras:
“Uma pessoa sã e pura não pode ser atingida pelas larvas que só agem naqueles que lhes dão guarida no seu mental. Um espírito são é como uma cidadela na qual nada penetra sem sua autorização”.

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Ocultista* - “É o que aprende a distinguir conscientemente o bom do mau. Não é um homem teórico, mas prático; não age apenas com a intuição e a fé cega; não basta que seja apenas bom, mas que deve ser sábio e justo. Anda pelo caminho do desinteresse e da justiça”. (Helena Petrova Blavatsky).

Elementar** - “Criações dos pensamentos e paixões dos homens. Possuem, como tudo quanto é vivo, o instinto de conservação, que os leva a agir sobre seu criador de modo a provocar nele a repetição do mesmo sentimento ou da mesma ideia. Esta repetição acabará por criar uma forma extraordinariamente poderosa, capaz de durar muitos anos e com a aparência e poder de uma verdadeira entidade. Flutuando no aura de seu criador, os elementares ou formas-pensamentos, ininterruptamente reforçadas por pensamentos análogos, agem constantemente sobre seu autor”. (Henrique José de Souza).
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11 de março de 2014

Devas, nossos rastros no universo!



 Prezados, sobre o que deixamos para trás, ao passarmos pelo universo:
a) Quando pensamos, criamos um ser que é formado pela matéria básica do plano mental(os elementais entrelaçados amorfos). Este ser tem por corpo a matéria básica do plano e por "inteligência" aquilo que motivou a criação do pensamento;

b) Hoje, no ser humano, entrelaçam-se o corpo astral e o mental, mas é uma situação temporária, pois na medida em que o astral vai sendo sublimado, em que se transformem nidhanas em skandhas, os dois coexistirão, conectados, mas interpenetrados somente em suas camadas mais altas.

c) Hj o Kama-Manas é formado das camadas mais altas do astral e das mais baixas do mental.

d) O plano mental é todo o plano e o Corpo Mental é aquela parte do plano, que está ligado a existência da pessoa, circunscrita, separando e unindo ao mesmo tempo o inferior ao superior;

e) Um pensamento que tenhamos a respeito de nós mesmos, coisas ou rotinas do dia a dia, tende a ficar circunscrito ao nosso Corpo Mental, da mesma forma que uma emoção ao corpo astral;

f) Um pensamento que tenhamos a respeito de uma pessoa, para um pessoa, ou decorrente de uma pessoa, vai sair do Corpo mental de seu criador e projetar-se no plano, indo em direção a pessoa que deu origem ao mesmo;

g) A propagação de um pensamento, isto é, a sua capacidade de projeção e ação em função do objeto para o qual foi engendrado, vai depender da força de sua criação, da clareza de sua criação e, principalmente, da altura em que ele foi criado;

H) No plano mental(como no astral), quando mais densa a camada (são 7 e múltiplos em cada plano), mais convulsionada é, quer dizer, maior o trânsito, pois é maior o número de pensamentos e formas-pensamento geradas. E quanto maior o trânsito, maior o número de obstáculos, que impedem que o pensamento se propague, perdendo força e esvaindo-se no entorno do criador, ou indo não muito longe, sem atingir o seu objetivo;

i) Diz-se que um pensamento altruísta, fraterno, como é gerado nas camadas mais altas do mental, é como um sino tocando em um ambiente silencioso e vazio: propaga-se com toda a sua intensidade, a velocidade do pensamento, por todo o plano. Ao contrário, um pensamento denso, anda poucos passos, entrelaça-se com seus semelhantes, e esvai-se em dúvidas;

j) Assim, imaginem que uma pessoa emita um pensamento de paz, felicidade e proteção, poderoso, consciente, para toda a humanidade: a forma pensamento criada é um verdadeiro Deva, um anjo da guarda de humana gênese (asas cor de rosa, e corpo amarelo sátwico) que se propagará por todo o plano, nas 6 direções. Por sito JHS diz que um pensamento altruísta e generoso concorre para a alteração do próprio meio que lhe dá origem (isto é, o plano mental);

K) Quando o pensamento é dirigido especificamente a alguém, por exemplo, um pensamento de paz, proteção, felicidade, esta forma pensamento (com a mesma composição acima descrita) se projeta em direção a pessoa a quem foi dirigido e, "em lá chegando" coloca-se no seu entorno imediato, quase "sussurando-lhe ao ouvido", e vibra perto desta pessoa, fazendo aquilo para o qual ele foi criado, isto é: vibrando paz, alegria, felicidade.
Esta emanação do criador do pensamento não vai entrar na pessoa a quem foi dirigido. Não, fica no seu entorno, vibra a sua origem e, se dentro daquela pessoa a quem foi dirigido, existir uma semente semelhante, existir um bijam, esta vibração externa (da forma pensamento emitida) fará com que a vibração interna, aquela forma que ali existe latente, seja despertada, ganhe força e se exteriorize, mudando a compleição do corpo mental de quem recebeu o pensamento;

l) Assim, nós não conseguimos incutir felicidade em outra pessoa sem que ela assim o permita. Mas gerando para ela um pensamento de felicidade, se na mesma existir ao menos uma brasa, uma faísca de felicidade, nosso pensamento a transformará em uma fogueira, em Agni.
Da mesma forma, um pensamento negativo em relação a alguém que julguemos mal educado, por exemplo, fará com que a forma pensamento projetada alimenta mais ainda o conglomerado que no outro, expressa-se como falta de educação. Esta é a forma como os pensamentos alimentam e despertam nos outros, aquilo que emitimos;

m) Mas então, e se uma pessoa emite um pensamento de rancor com relação a outra pessoa. Este pensamento de rancor, de ódio, se projeta, e no entorno do outro, ativa a forma correspondente, tornando-o mais rancoroso e se houver reciprocidade de pensamentos (isto é, ódio mútuo) estabelece-se uma ligação, um caminho entre as duas partes.
Se, no entanto, um pensamento de ódio for emitido em direção a uma pessoa que só tem em si fraternidade ou amor, este pensamento de ódio vai vibrar e, em não encontrando ressonância para cumprir seu papel, vai voltar para o seu criador, seu dono, seu pai, com a intensidade gerada, acrescida da revolta de não te cumprido seu papel. Por isto o feitiço volta-se contra o feiticeiro, e por isto, o amor fraterno é realmente um elemento de altíssima proteção contra o meio.
Por esta razão também, os sentimentos de amor, paz, proteção emitidos a outro (por exemplo, de uma mãe para um filho) atuam como elementos protetores contra as agruras do meio.

n) Por esta razão também, devemos cuidar muito de nossos pensamentos e emoções, pois senão, andamos como semeadores destemperados, espalhando raios para todos os lados por onde andamos.

o) Isto é o reverberar: é quando o que foi criado, projeta-se a partir da fonte, vem até nós, e em nós, desperta aquilo que já existia, potencializando-o

Quando então você diz, por exemplo: "desejo-lhes felicidade para sempre e muita luz", um Deva poderoso e consciente, projeta-se em todas as direções, mudando a tudo e a todos, inclusive vc, fonte humana, pai-mãe deste Deva.

Assim, obrigado a todos, por estarem participando com consciência deste processo de despertar uma nova humanidade, mudando ao mesmo tempo, o próprio plano que dá sustentação a este momento evolucional.

Força e determinação!!! Vontade, Amor-Sabedoria e Atividade!
Precisamos tornar o novo mundo visível para todos!
Fraterno abraço a todos, saúde, paz e harmonia.
10 de setembro de 2013 às 23:42

Jorge Antonio Oro

Seu Anjo da Guarda


 Eu estou ao seu lado e sou aquele que nunca desacredita dos seus sonhos, sou eu que as vezes altero seu itinerário, e até atraso seus horários para evitar acidentes ou encontros desagradáveis.

Sim, sou eu que falo ao seu ouvido aquelas "inspirações" que você acredita que acabou de ter como "grande idéia"....


Sou eu quem te causa aqueles arrepios quando você se aproxima de lugares ou situações que vão te fazer mal, e sou eu quem chora por você quando você com a sua teimosia insiste em fazer tudo ao contrário só para desafiar o mundo.

Quantas noites passei á cabeceira de sua cama velando por sua saúde, cuidando de sua febre e renovando suas energias.

Quantos dias eu te segurei para que você não entrasse naquele ônibus, carro e até avião?

Quantas ruas escuras eu te guiei em segurança?

Não sei, perdi a conta, e isso não importa.

O que realmente importa, e o que me deixa triste e preocupado, é quando você assume a postura de vítima do mundo, quando você não acredita na sua capacidade de resolver os problemas, quando você aceita as situações como insolúveis, quando você para de "lutar" e simplesmente reclama de tudo e de todos, quando você desiste de ser feliz e culpa outra pessoa pela sua infelicidade, quando você deixa de sorrir e assume que não há motivos para rir, quando o mundo está repleto de coisas maravilhosas, quando se esquece até de mim, seu anjo da guarda, aquele que Deus deu a honra de auxiliar nessa missão tão difícil que é viver e progredir.

Já que me deixaram falar diretamente com você, gostaria de te lembrar, que estou ao seu lado sempre, mesmo quando você acredita estar totalmente só e abandonado, até nesse momento eu estou segurando a sua mão, eu estou consolando seu coração, eu estou te olhando, e por te amar demais, fico triste com a sua tristeza, mas, como eu sei que você nasceu para brilhar, eu agradeço a Deus a oportunidade bendita de te conhecer e cuidar de você, porque você é realmente muito especial.

Seu anjo da guarda, que acredita em você...

2 de dezembro de 2013

Hipocrisia - Conheça os subprodutos do boi

Hipocrisia
Fui vegetariana por alguns anos...
E achava que já estava a poucos passos da ascensão (rsrs)...
Eu era chata demais!
Mas em dado momento da caminhada me dei conta do TAMANHO da minha hipocrisia!
Se não houver um trabalho interno do PENSAR AS EMOÇÕES PARA SENTIR O SENTIMENTO, DE NADA RESOLVERÁ MUDAR A ALIMENTAÇÃO! Até porque fazemos isso por dó...que é emoção... E o verdadeiro trabalho é o redirecionamento interno do caráter...
E como somos mau-caráter!
Porque passei a perceber que se não vamos mais nos alimentar de carnes, de cadáveres, então isso deveria ser para tudo certo, também não deveríamos nos utilizar dos derivados dos cadáveres, porque se o fizermos seremos tremendos HIPÓCRITAS!
O Boi não é só Bife – Veja as 1001 utilidades do Boi
Postado por: Clovis Miura Em: Meio Ambiente
O Boi não é só Bife - Veja as 1001 utilidades do Gado

A maioria de nós quando falamos em gado, logo vem a cabeça um suculento bife, mas o boi e a vaca pode gerar centenas de subprodutos que nem imaginamos. Acredito que o mais conhecido é sua pele, que depois de alguns processos químicos se torna couro. Mesmo o mais fiel vegetariano pode estar cometendo um crime cruel ao fazer uma sutura depois de um acidente, tomando uma vacina ou chupando um inocente sorvete.

Conheça os subprodutos do boi

O boi e vaca tem centenas de subprodutos que são usados na alimentação, agricultura, saúde, como matéria prima de móveis, etc. Aqui selecionei alguns dos subprodutos, e garanto que você vai se surpreender.

Linha Cirúrgica

Do intestino do boi é produzida os fios usados em cirurgias.

Sorvete

Sorvetes e alguns produtos de confeitaria são feitos de gordura bovina.

Velas, sabão e sabonetes

O sebo é usado para a produção de velas, sabão e sabonetes entre outros itens.

Pincéis e escovas

Dos pelos e da pelagem do rabo, de bois e vacas são fabricados pincéis e diversos tipos de escovas, desde escova de cabelo, para roupa e de limpeza .

Pincéis Artísticos

Pincéis Artísticos são feitos de pelos de dentro da orelha do boi.

Gelatina

Muitos já ouviram falar que a gelatina que se come vem do boi. Na verdade, os tendões e ligamentos é que são transformados em gelatina.

Porcelana

A louça de porcelana é feita com dezenas de componentes, os principais são a argila, feldspato, e pelo menos 50% de cinzas de ossos de vaca, que deixa as peças com translucidez e mais durabilidade.

Vacina

O soro do sangue bovino é usado na fabricação de algumas vacinas.

Fertilizante

A farinha de sangue de boi tem alto teor de nitrogênio, e uma das suas aplicações é como fertilizante.

Cola de madeira

O sangue de boi é uma das melhores cola de madeira compensada.

Coalho

Da mucosa do boi a indústria de laticínios usa para a fabricação do coalho.

Acessórios de moda

Diversos itens usados na moda são feitos de couro, ossos e chifre . Exemplos são os grampos de cabelo, botões e pinos também são feitas com uma combinação de ossos ou chifres. Cintas, adornos, roupas, luvas, bolsas usam como matéria prima o couro do animal.

Equipamentos esportivos

As bolas de quase todos os esportes são fabricadas de couro, algumas luvas de esportivas e da tripa de boi são feitas as raquetes de tênis. No futebol desde a Bola, chuteiras e luvas de goleiro também são feitas de couro.

Ração

Sangue e ossos são compostos orgânicos ricos em cálcio e proteína, e com grande valor nutricional, são amplamente utilizados na fabricação de rações animal.

Colágeno

O colágeno é um composto utilizado em cosméticos, gelatina, medicamentos, filmes radiológicos e até nos chicletes.

Açúcar

Em alguns países para o processo de refino do açúcar de cana-de-açúcar é usado um carvão de osso feito de boi.

Banco de ossos de vaca

Móveis

Veja nesse artigo como o ossos de vaca é transformado em móveis, uma maneira interessante de decoração e mobiliário.

Eco-plástico

Cientistas da Clemson University descobriram como transformar farinha de carne e osso em plástico, mais um entre centenas de alternativas ao plástico de petróleo.

Corantes

Alguns tipos de tintas, verniz, tinta para madeira, tinta artística, corante para alimentação, são feitas de ossos de gado.

Chifres e suas utilidades

Os chifres como o couro de vaca e boi têm sido usados para fazer cabos de facas, peças de xadrez, berrantes, vasos, garrafas, copos de beber entre uma infinidade de outros elementos decorativos.
E também para os xamãs pós modernos, não se esqueçam que seus tambores, são feitos com pele de animal...
http://www.vidasustentavel.net/meio-ambiente/o-boi-nao-e-so-bife-veja-as-1001-utilidades-do-gado/
 
 
Amigos, isso é extremamente sério, precisamos nos posicionar ao da Lei, estão dizendo que esse Universo no qual estamos é um Universo IMORAL...que aqui não EXISTE NEM LEI E NEM ÉTICA CÓSMICA...dizem que já está tudo resolvido...DEPENDE DE NÓS,RESOLVER TUDO, RESOLVER NOSSAS EMOÇÕES,SOMBRAS E DESEJOS...CABE A NÓS, COM MORAL E ÉTICA CÓSMICA, LEVAR ESSA HUMANIDADE JUNTAMENTE COM O PLANETA A 5ª,6ª, 7D... SÓ DEPENDE DE NÓS...
 

A Deusa Kali

 
 
Porque será que todos "esquecem" de Kali

Kali, do sânscrito Kālī का...
ली (que significa, literalmente, "A Negra"), é uma das divindades mais respeitadas do hinduísmo.
No entanto, ela é a verdadeira representação da natureza e é também considerada por muitas pessoas a essência de tudo o que é realidade e a fonte da existência do ser. Deusa da morte e da sexualidade, Kali — cujo nome, em sânscrito, significa "negra" — é a "esposa" do deus Shiva, em algumas culturas, pois, segundo os Vedas, Shiva é transformado em Kali, que seria um de seus lados, para trazer o fim; segundo o tantrismo, é a divina "mãe" ou pai do universo, destruidor (a) de toda a maldade. É representada (o) como uma mulher exuberante, em uma parte da Índia; em outra, como homem de pele escura, que traz um colar de crânios em volta do pescoço e uma saia de braços decepados — expressando, assim, a implacabilidade da morte.
A lenda conta que, numa luta entre Durga e o demônio Raktabija, este fez o desespero de Durga com um maléfico poder: cada gota do sangue se transformava em um demônio. Durga e Shiva, ao tentar matar os vários demônios que surgiam a cada gota de sangue, cortavam a cabeça (e daí nasciam mais e mais demônios). Já em desespero, surge Kali, que cortava as cabeças e lambia o sangue (daí representado pelo colar de cabeças, pela adaga e a língua de fora). Assim, dizimou os demônios-clones de Raktabija.
Mas Kali não é uma deusa ou deus do mal pois, na verdade, o papel de ceifadora de vidas é absolutamente indispensável para a manutenção do mundo. Os devotos são recompensados com poderes paranormais e com uma morte sem sofrimentos.
Kali é a destruidora ou destruidor do demônio Raktabija. E também uma das formas da deusa Parvati, esposa de Shiva. Ou, segundo alguns, o próprio deus Shiva. É coberta de cobras no seu em vez de roupas, e tem um colar dos crânios dos seus filhos.
A figura da deusa tem quatro braços, pele azul, os olhos ferozmente arregalados, os cabelos revoltos, a língua pendente, os lábios tintos de hena e bétele. No pescoço, traz um colar de cabeças humanas e, nos flancos, uma faixa de mãos decepadas. Sempre é representada em pé sobre o corpo caído do esposo Shiva.
Apesar da aparência de malvada, Kali mostra o lado escuro da mulher ou do transgênero e a verdadeira força feminina. Kali é venerada na Índia como uma mãe pelos seus devotos e devotas, que esperam dela uma morte sem dor ou aflição.
 

28 de novembro de 2013

O GATO e a espiritualidade.


 (quem gosta dos felinos vai ama-los ainda mais, depois de ler)
 Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não topa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem.
 Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago.
 A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado.
 É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.
 O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem.
 Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode, ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós.
 Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele" não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.
 O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluídos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado.
 O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas. O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção.
 Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências.
 Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato! Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga.
 Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata.
 Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo.
 O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo.
 Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal.
 Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra.
 Lição de religiosidade sem ícones. Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.
 O gato é uma chance de interiorização e sabedoria, posta pelo mistério à disposição do homem."
 O gato é um animal que tem muito quartzo na glândula pineal, é portanto um transmutador de energia e um animal útil para cura, pois capta a energia ruim do ambiente e transforma em energia boa, -- normalmente onde o gato deita com frequência, significa que não tem boa energia-- caso o animal comece a deitar em alguma parte de nosso corpo de forma insistente, é sinal de que aquele órgão ou membro está doente ou prestes a adoecer, pois o bicho já percebeu a energia ruim no referido órgão e então ele escolhe deitar nesta parte do corpo para limpar a energia ruim que tem ali.
 Ela ainda observa que do mesmo jeito que o gato deita em determinado lugar, ele sai de repente, poi ele sente que já limpou a energia do local e não precisa mais dele.
 Ela ainda diz na palestra que o amor do gato pelo dono é de desapego, pois enquanto precisa ele está por perto, quando não, ele se a afasta.
 No Egito dos faraós, o gato era adorado na figura da deusa Bastet, representada comumente com corpo de mulher e cabeça de gata. Esta bela deusa era o símbolo da luz, do calor e da energia.
 Era também o símbolo da lua, e acreditava-se que tinha o poder de fertilizar a terra e os homens, curar doenças e conduzir as almas dos mortos. Nesta época, os gatos eram considerados guardiões do outro mundo, e eram comuns em muitos amuletos.
  "O gato imortal existe, em algum mundo intermediário entre a vida e a morte, observando e esperando, passivo até o momento em que o espírito humano se torna livre. Então, e somente então, ele irá liderar a alma até seu repouso final."
  ( The Mythology Of Cats, Gerald & Loretta Hausman )

21 de novembro de 2013

O MEDO DE PERDER

 
 
 
 
 
 
 
 

 Um dos maiores obstáculos para uma vida plena, harmônica, mais expressiva e significativa, é o medo de perder; sobretudo, o medo de perder alguém, o medo de perder alguém que nós dizemos amar, o medo de perder a esposa ou esposo, os filhos, os amigos, o patrão, o empregado, o cliente. Esta emoção é a principal responsável pelo nosso sofrimento vital.

O medo de perder é o medo de nos tornarmos dispensáveis para a pessoa com a qual nos relacionamos. O medo de perder se reveste de mil e uma formas, aparece sob mil disfarces: medo de sermos criticados por alguém, medo de que falem mal de nós, medo de que nos humilhem, medo de sermos abandonados, medo de sermos rejeitados, medo de não sermos importantes, medo de não sermos ilustres, medo de sermos menosprezados, medo de não sermos amados, medo da solidão. E tudo isso pode ser designado mais claramente por uma palavra: - ciúme.

O ciúme é o medo de não ter alguém, de não possuir alguém, de não vir a ser dono de alguém. Na relação ciumenta, colocamos nós e o outro como objetos. Nesta relação, pessoa e objeto são a mesma coisa. No ciúme, temos medo de sermos algum dia considerados inúteis, dispensáveis a outra pessoa.

Esta é a emoção do sofrimento, a emoção do apelo, a emoção da relação confusa, misturada, dependente. E o que a agrava é que na nossa cultura aprendemos do ciúme como sendo amor. E o ciúme é justamente o contrário. O ciúme é o oposto do amor.

Na relação amorosa, existe identidade: - "Eu sou independente de você!"
Na relação ciumenta, por outro lado, na relação objetal, perde-se a identidade: - "Eu, sem você, não valho nada.

Você é tudo para mim!" O amor é solto, é livre, vem de querência íntima, está diretamente ligado ao sentido de liberdade, de opção, de escolha. O ciúme prende, amarra, condiciona, determina.

"Com esta emoção, eu já não sou eu; sou o que o outro quer que eu seja. E eu sou o que o outro quer que eu seja, para que ele também seja o que eu quero que ele seja." No ciúme, há um pacto de destruição mútua, em que cada qual usa o outro como garantia de que não estará sozinho: - "Eu me abandono para que o outro não me abandone, eu me desprezo para que o outro não me despreze, eu me desrespeito para que o outro não me desrespeite, eu me destruo para que o outro não me destrua.

O ciúme é o medo de ser dispensável a alguém, e o mais grave talvez esteja aqui: - passamos a vida inteira com medo de nos tornarmos para os outros um dia o que nós já somos - totalmente dispensáveis. O homem é, por definição, dispensável, transitório, efêmero, aquilo que passa - e isto é bastante real. Em todas as relações que temos hoje somos substituíveis. O mundo sempre existiu sem nós, está existindo conosco e continuará a existir sem nós. Nós somos necessários aqui e agora, mas seremos dispensáveis além e depois. O medo de ser dispensável a alguém é o mesmo medo da morte, que também é real. O medo da morte é o ciúme da vida. É a vontade falsa, irreal, de sermos eternos, permanentes e imutáveis. O medo de perder nos leva a entender que as coisas só valem a pena se forem eternas, permanentes, duráveis. Uma relação só tem valor, neste caso, se tivermos garantia de que sempre será assim como é.

E como tudo é transitório, como tudo é mutável, como tudo é passível de transformação, o medo de perder nos leva a um estado contínuo de sofrimento. As consequências do ciúme são muito claras: - "Se eu tenho medo de que me abandonem, de me tornar dispensável a alguém, de que não me amem, ao invés de fazer tudo para ser cada vez mais, para ser cada vez melhor, eu vou gastar toda a minha vida, todas as minhas energias para provar aos outros que eu já sou o mais, que eu já sou o melhor, que eu já sou o primeiro.

Ao invés de empenhar esforços para ser um marido, p. ex., cada vez melhor, um filho cada vez melhor, uma esposa cada vez melhor, um pai ou mãe cada vez melhor, um chefe cada vez melhor, uma empregada cada vez melhor, eu gasto minhas energias para provar à minha mulher, aos meus amigos, aos meus filhos, ao meu marido, ao meu chefe, ao meu empregado, que eu já sou o melhor pai do mundo, o que é mentira; o melhor marido do mundo, o que é mentira; o melhor amigo do mundo, o que é mentira; o melhor chefe do mundo, o que é mentira; o melhor empregado do mundo, o que é mentira!"; e assim por diante.

O ciúme nos conduz ao delírio da onipotência. Os nossos atos, as nossas iniciativas, a nossa conversa, o nosso comportamento, as nossas considerações, tudo é para mostrar aos outros que nós já somos bons, fortes, capazes e perfeitos.

Aqui está a diferença básica, fundamental, entre o medo de perder e a vontade de ganhar. O medo de perder é assim: - "Ganhamos, ninguém vai nos tomar. Gastaremos todas as energias para defender o que nós já possuímos, para conservar o que já ganhamos. Nós já chegamos ao ponto máximo, só temos que perder". A vontade de ganhar, por outro lado, é assim: - "Estaremos sempre ativos, descobrindo as oportunidades do ganho. Procuraremos ganhar cada vez mais, ao invés de nos preocuparmos com possíveis perdas. O que nós temos de mais sagrado é a nossa própria vida, e esta, nós já vamos perder.

Todas as outras perdas são secundárias. O medo de perder é reativo, defensivo, justificativo. As pessoas ciumentas estão sempre com um pé atrás e outro na frente. Sempre se prevenindo para não perder, sempre se preparando, sempre se conservando. As pessoas com vontade de ganhar estão sempre ativas, sempre optando, arriscando. O medo de perder é a vivência do futuro, é a vivência antecipada do futuro, é preocupação. A vontade de ganhar, por outro lado, é a vivência do presente, é a vivência da beleza do presente. Em tudo, a cada momento, existem riscos e existem oportunidades. No medo de perder, a pessoa só vê os riscos. Na vontade de ganhar, a pessoa vê os riscos mas, sobretudo, vê também as oportunidades.

Cada momento da vida é um desafio para o crescimento. A vontade de ganhar, a qual nos referimos, não significa ganhar de alguém, mas ganhar de si mesmo, ser cada vez mais, estar sempre disposto a dar um passo à frente, estar sempre disposto a crescer um pouco mais. É importante termos sempre para nós que hoje podemos crescer um pouco mais do que éramos ontem; descobrir que ninguém chegou ao seu limite máximo, e que idade adulta não significa que chegamos ao máximo de nossa potencialidade. Não existe pessoa madura. Existe, sim, a pessoa em amadurecimento. Todo o nosso sofrimento vem de uma paralisação do crescimento pessoal e cada um de nós sabe muito bem onde paralisou, onde a nossa energia está bloqueada, onde não está havendo expansão da nossa própria energia. Ainda não vimos, ate hoje, um relacionamento se deteriorar sem uma presença marcante do ciúme, do desejo de sermos donos da outra pessoa, de uma ânsia de mais poder e controle sobre os pensamentos, os sentimentos e as ações da pessoa a quem dizemos amar. O ciúme é a doença do amor, é um profundo desamor a si mesmo e, consequentemente, um desamor ao outro.

Pelo ciúme, se estabelece uma relação dominador/dominado. O ciúme é a dor da incerteza com relação aos sentimentos de alguém no futuro. É a raiva de não possuir a segurança absoluta do relacionamento, do futuro. É a tristeza de não saber o que vai acontecer amanhã. Alias, o que dói no ciúme é a insegurança do futuro, é a insegurança do desconhecido. A loucura esta aí: - Passamos a vida inteira tentando conseguir o que jamais conseguiremos - segurança! A segurança não existe, não existe nada. Ser seguro não significa acabar com a insegurança, mas aceita-la como inerente a natureza do homem. Ninguém pode acabar com o risco do amor. Porisso, só é possível estarmos em estado de amor, se sabemos estar em estado de risco.

Desperdiçamos o único momento que temos, que é o agora, em função de um momento inexistente, o futuro. Parece que as pessoas só valem para nós no futuro. Nós não curtimos hoje o relacionamento com a mulher, com os filhos, com os amigos, sofrendo pela possibilidade de um dia não sermos queridos por eles. O filho, por exemplo, parece que só nos é importante amanhã quando crescer, se formar, quando casar, quando trabalhar, etc. Até hoje ainda não conhecemos um pai preocupado com o futuro dos filhos que estivesse brincando com eles. Em geral, não têm tempo porque estão muito preocupados em assegurar-lhes um futuro brilhante. O ciúme é a incapacidade de vivenciarmos hoje a gratuidade da vida. Hoje é o primeiro dia do resto da nossa vida, querendo ou não. Hoje estamos começando, e viver é considerar cada segundo de novo. A cada dia, o seu próprio cuidado. O medo daquilo que me pode acontecer tira minha alegria de estar aqui e agora, o medo da morte tira-me a vontade de viver, o medo de perder alguém tira-me a beleza de estar com ele agora.

Aliás, quando temos medo de perder alguém, é porque imaginamos que as pessoas são nossas. Ninguém pode perder o que não tem e nós sabemos que ninguém é de ninguém. Cada pessoa é unica e exclusivamente dela mesma. Esta é outra falsidade. Podemos perder um livro, um isqueiro, um baralho, uma bolsa, porém jamais uma pessoa. O sinônimo do medo de perder é a obsessão do primeiro lugar. O que é a obsessão do primeiro lugar? É colocarmos nos outros a tarefa impossível de sermos sempre os primeiros em todos os lugares e em todas as circunstâncias. Se é em casa, queremos ser o primeiro; no trabalho, queremos ser o primeiro; numa reunião, queremos ser o primeiro; no futebol, queremos ser o primeiro; num assunto especifico, queremos ser o primeiro; e em outro assunto qualquer, sempre o primeiro. O primeiro lugar é amarelante, deteriorante, ao passo que o segundo lugar é esperançoso, é reverdejante, pois quando alguém chegou ao cume da montanha, so lhe resta um caminho: - começar a descer. No segundo lugar, ainda temos para onde ir, para onde crescer. A postura do segundo lugar nos leva ao crescimento, ao crescimento contínuo. Por que você não se decreta no segundo lugar, mesmo quando esteja ocupando socialmente e eventualmente o primeiro lugar? O segundo lugar, não em relação ao outro, mas em relação a você mesmo, ou seja, ainda temos por onde crescer e melhorar.

Você sabe por que o mar é tão grande, tão imenso, tão poderoso? É porque teve a humildade de se colocar alguns centímetros abaixo de todos os rios do mundo. Sabendo receber, tornou-se grande. Se quisesse ser o primeiro, alguns centímetros acima de todos os rios, não seria o mar, mas uma ilha. Toda a sua água iria para os outros e ele estaria isolado. E, além disso, a perda faz parte, a queda faz parte, a morte faz parte. É impossível vivermos satisfatoriamente se não aceitarmos a perda, a queda, o erro e a morte. Precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer. Não é possível ganhar sem saber perder, não é possível andar sem saber cair, não é possível acertar sem saber errar, não é possível viver sem saber morrer. Em outras palavras, se temos medo de cair, andar será muito doloroso; se temos medo da morte, a vida é muito ruim; se temos medo da perda, o ganho nos enche de preocupações. Esta é a figura do fracassado dentro do sucesso. Pessoas que quanto mais ganham, quanto mais melhoram na vida, mais sofrem. Para a pessoa que tem medo de ficar pobre, quanto mais dinheiro tem mais preocupada fica; para a pessoa que tem medo do fracasso, quanto mais sobe na escala social, mais desgraçada é a sua vida. Em compensação, se você aprende a perder, a cair, a errar, ninguém o controla mais. Pois o máximo que pode acontecer a você é cair, é errar, é perder, e isso você já sabe. Bem-aventurado aquele que já consegue receber, com a mesma naturalidade, o ganho e a perda, o acerto e o erro, o triunfo e a queda, a vida e a morte.

(Texto retirado da fita Rosa Cruz - Desenvolvimento Comportamental)

Antônio Roberto Soares - Psicólogo